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  • Ecocardiograma em crianças e gestantes: é seguro?

    Uma pergunta que recebo com frequência, tanto de pais quanto de gestantes, é se o ecocardiograma é seguro para crianças e durante a gravidez. A resposta é sim, e vou explicar por quê. Como mencionei no artigo sobre o preparo para o ecocardiograma, esse exame não usa radiação, o que o torna seguro em qualquer fase da vida. Neste artigo, vou abordar especificamente o uso do ecocardiograma em crianças e gestantes, esclarecendo as principais dúvidas.

    Por que o ecocardiograma é seguro

    A segurança do ecocardiograma vem do fato de ele usar ondas sonoras, e não radiação ionizante. Diferente de radiografias e tomografias, que envolvem exposição à radiação, o ultrassom não oferece esse risco. Isso significa que o exame pode ser realizado em bebés, crianças, gestantes e idosos, e pode ser repetido quantas vezes forem necessárias. É uma ferramenta extremamente versátil e segura.

    Ecocardiograma em crianças

    Em crianças, o ecocardiograma é um exame fundamental para o diagnóstico e o acompanhamento de cardiopatias congênitas, que são malformações do coração presentes desde o nascimento. Ele permite avaliar a estrutura do coração, o funcionamento das válvulas e o fluxo de sangue, auxiliando no diagnóstico precoce e no planejamento do tratamento. O exame em crianças é indolor e, na maioria dos casos, não exige sedação. Para bebés e crianças pequenas, pode ser necessário que estejam calmas ou dormindo, e em alguns casos a sedação leve é usada, sempre com segurança.

    Quando o ecocardiograma é indicado em crianças

    O ecocardiograma pode ser indicado em crianças quando há sopro cardíaco, cianose (pele azulada), cansaço aos esforços, dificuldade de ganho de peso, histórico familiar de cardiopatia ou quando o pediatra identifica alguma alteração. Também é usado no acompanhamento de crianças já diagnosticadas com alguma doença cardíaca. O diagnóstico precoce é essencial para o melhor prognóstico, e o ecocardiograma é a principal ferramenta para isso.

    Ecocardiograma em gestantes

    Durante a gravidez, o ecocardiograma pode ser realizado com segurança tanto na mãe quanto no feto. Na mãe, ele é indicado quando há sintomas como falta de ar, palpitações ou dor no peito, ou quando existe doença cardíaca prévia que precisa de acompanhamento. No feto, o ecocardiograma fetal é um exame especializado que avalia o coração do bebé ainda dentro do útero, permitindo o diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas. Ambos os exames são seguros e não oferecem risco à mãe ou ao bebé.

    A segurança na gestação

    A ausência de radiação torna o ecocardiograma seguro durante toda a gestação. As ondas sonoras usadas no exame têm potência baixa e não causam danos ao feto. O exame é amplamente utilizado na medicina fetal e é considerado seguro pela comunidade médica. Para a mãe, o exame é igualmente seguro, mesmo em gestações de risco, desde que indicado e acompanhado por profissional experiente.

    O papel do especialista

    Embora o exame seja seguro, a interpretação em crianças e gestantes exige experiência. As cardiopatias congênitas e as alterações na gestação têm particularidades que demandam um especialista treinado em ecocardiografia pediátrica e fetal. Por isso, é fundamental que o exame seja realizado e interpretado por um profissional qualificado, capaz de identificar alterações subtis e orientar o melhor caminho.

    Conclusão

    O ecocardiograma é seguro em crianças e gestantes, graças à ausência de radiação. Ele é essencial para o diagnóstico e o acompanhamento de cardiopatias congênitas e para o cuidado da saúde cardíaca da mãe durante a gravidez. Se você é pai, mãe ou gestante e tem dúvidas sobre a saúde do coração, agende uma avaliação pelo site. Vou cuidar de você e do seu bebé com todo o cuidado e atenção que essa fase merece.

  • Preparo para o ecocardiograma: o que fazer antes do exame

    Uma das dúvidas mais comuns que recebo no consultório é sobre o preparo para o ecocardiograma. Muitos pacientes chegam preocupados, sem saber se precisam jejuar, se podem tomar seus remédios ou se há alguma restrição. A boa notícia é que, na grande maioria dos casos, o preparo é simples e o exame é muito tranquilo. Como expliquei no artigo sobre o ecocardiograma com Doppler, o exame é indolor e não invasivo. Neste artigo, vou esclarecer tudo o que você precisa saber antes de fazer o seu.

    O ecocardiograma transtorácico não exige jejum

    Para o ecocardiograma transtorácico, o tipo mais comum, não é necessário jejum. Você pode se alimentar normalmente antes do exame. Também não há restrição de líquidos. Essa é uma grande vantagem do exame, que pode ser feito a qualquer hora do dia, sem grandes preparos. Apenas evite exageros na refeição imediatamente anterior, pois um estômago muito cheio pode dificultar um pouco a obtenção de imagens, mas não é uma regra rígida.

    Medicamentos devem ser mantidos

    Na maioria dos casos, você deve continuar tomando seus medicamentos normalmente, inclusive os de pressão e coração. É importante levar a lista de medicamentos que você utiliza para mostrar ao médico. Em situações específicas, como no ecocardiograma de estresse, o médico pode orientar a suspensão temporária de alguns medicamentos que interferem na frequência cardíaca. Essa orientação deve vir sempre do seu médico, nunca por conta própria.

    Roupas confortáveis

    Recomendo usar roupas confortáveis, de preferência com acesso fácil ao tórax. Camisas ou blusas que possam ser abertas na frente facilitam o exame. Evite vestidos ou macacões que exijam troca completa. Em alguns serviços, é oferecida uma bata para o exame. O importante é que você se sinta confortável e que o médico tenha acesso à região do peito.

    Leve seus exames anteriores

    Se você já fez ecocardiogramas ou outros exames do coração, leve os laudos e, se possível, os exames anteriores. Comparar exames ao longo do tempo é fundamental para avaliar a evolução de qualquer alteração. Isso permite ao médico identificar mudanças que podem passar despercebidas em uma avaliação isolada. Por isso, guarde seus exames e leve-os sempre que possível.

    Preparo para o ecocardiograma transesofágico

    O ecocardiograma transesofágico tem preparo diferente. Ele exige jejum de algumas horas, geralmente de 4 a 6 horas, para evitar náuseas e complicações durante a introdução da sonda. Por envolver sedação leve, você deve estar acompanhado por um adulto responsável e não pode dirigir ou tomar decisões importantes após o exame. O médico dará todas as orientações específicas antes do procedimento.

    Preparo para o ecocardiograma de estresse

    No ecocardiograma de estresse, o preparo depende do método utilizado. Se for com esforço físico na esteira ou bicicleta, use roupas leves e tênis confortáveis. Se for farmacológico, com medicamentos que simulam o esforço, o jejum pode ser necessário. Em ambos os casos, siga rigorosamente as orientações do médico sobre o uso de medicamentos, pois alguns podem interferir no resultado do teste.

    Dúvidas frequentes sobre o preparo

    Muitos pacientes perguntam se podem beber café, chá ou água antes do exame. No transtorácico, sim, sem problemas. No de estresse, o café e outras bebidas com cafeína podem interferir, então siga a orientação médica. Outra dúvida comum é sobre fumar: recomenda-se evitar o cigarro antes do exame, pois ele pode alterar a frequência cardíaca e a pressão. Em caso de dúvida, o mais seguro é ligar para o serviço e confirmar as orientações.

    Conclusão

    O preparo para o ecocardiograma é simples na maioria dos casos. O transtorácico não exige jejum, os medicamentos são mantidos e basta usar roupas confortáveis. Já o transesofágico e o de estresse têm orientações específicas, que devem ser seguidas à risca. O mais importante é seguir as orientações do seu médico e chegar tranquilo ao exame. Se você tem dúvidas sobre o preparo ou precisa agendar um ecocardiograma, entre em contato pelo site e eu te oriento com atenção.

  • Ecocardiograma com Doppler: o que o médico avalia no exame

    Você já deve ter ouvido falar em ecocardiograma com Doppler, mas talvez não saiba exatamente o que isso significa. O Doppler é um recurso tecnológico que, quando associado ao ecocardiograma, permite avaliar não apenas a estrutura do coração, mas também o fluxo de sangue dentro dele. Como expliquei no artigo sobre os tipos de ecocardiograma, o exame transtorácico é o mais comum, e é justamente nele que o Doppler costuma ser aplicado. Neste artigo, vou explicar o que o médico avalia quando usa o Doppler no ecocardiograma.

    O que é o efeito Doppler

    O efeito Doppler é um princípio físico que permite medir a velocidade e a direção do movimento. No ecocardiograma, ele é usado para avaliar o fluxo de sangue dentro do coração e dos grandes vasos. Ao emitir ondas sonoras que refletem nas células do sangue, o aparelho consegue calcular a velocidade com que o sangue se move. Isso é fundamental para avaliar o funcionamento das válvulas e detectar alterações no fluxo sanguíneo.

    Avaliação das válvulas cardíacas

    Uma das principais aplicações do Doppler é a avaliação das válvulas cardíacas. As válvulas são estruturas que controlam a passagem do sangue entre as câmaras do coração e para os vasos. Com o Doppler, o médico consegue identificar se uma válvula está estreitada, condição chamada de estenose, ou se está com fechamento incompleto, o que chamamos de insuficiência. Essas informações são essenciais para diagnosticar doenças valvares e definir o momento adequado do tratamento.

    Avaliação da pressão dentro do coração

    O Doppler também permite estimar pressões dentro das câmaras cardíacas e da artéria pulmonar, sem a necessidade de procedimentos invasivos. Isso é muito útil para avaliar condições como a hipertensão pulmonar e para acompanhar pacientes com doenças que afetam a função do coração. Essas medidas, feitas de forma indireta e segura, trazem informações valiosas para o cardiologista.

    Detecção de fluxos anormais

    Com o Doppler, é possível detectar fluxos sanguíneos anormais, como os causados por comunicação entre as câmaras do coração ou por regurgitação valvar. Esses achados ajudam a identificar cardiopatias congênitas e outras alterações que podem passar despercebidas em exames convencionais. A precisão do Doppler é um grande aliado no diagnóstico precoce.

    Avaliação da função diastólica

    Outra função importante do Doppler é a avaliação da função diastólica, ou seja, da capacidade do coração de relaxar e se encher de sangue adequadamente. Alterações nessa função são comuns em pacientes com hipertensão, diabetes e envelhecimento, e podem indicar risco de insuficiência cardíaca. O Doppler permite detectar essas alterações precocemente, orientando o tratamento.

    O que esperar do exame

    O ecocardiograma com Doppler é realizado da mesma forma que o ecocardiograma convencional, com o transdutor sobre o tórax. A diferença está na análise, que inclui a avaliação do fluxo sanguíneo. O exame é indolor, não invasivo e não usa radiação. Durante o exame, o médico pode pedir que você respire fundo ou mude de posição para obter medidas mais precisas. O tempo de exame pode ser um pouco maior, mas o desconforto é o mesmo.

    A importância de um laudo detalhado

    Um ecocardiograma com Doppler bem realizado fornece um laudo rico em informações, que orienta o diagnóstico e o tratamento. Por isso, é fundamental que o exame seja feito por um especialista experiente, capaz de interpretar corretamente as medidas e os fluxos. No meu consultório, realizo o ecocardiograma com Doppler com atenção a cada detalhe, garantindo um laudo completo e confiável para você e seu médico.

    Conclusão

    O ecocardiograma com Doppler é um exame poderoso, que vai além da avaliação estrutural do coração e permite analisar o fluxo de sangue, as válvulas, as pressões internas e a função diastólica. Essas informações são essenciais para o diagnóstico e o acompanhamento de diversas doenças cardíacas. Se você precisa desse exame ou tem dúvidas sobre sua saúde cardiovascular, agende sua avaliação pelo site e conte comigo para cuidar do seu coração.

  • Tipos de ecocardiograma: transtorácico, transesofágico e de estresse

    Quando falamos em ecocardiograma, muitas pessoas imaginam um único exame. Na verdade, existem diferentes tipos de ecocardiograma, cada um com indicações específicas e formas próprias de realização. Entender essas diferenças ajuda você a saber por que o médico pediu um determinado exame e o que esperar de cada um. Como expliquei no artigo sobre o que é o ecocardiograma, todos os tipos usam a mesma tecnologia de ultrassom, mas com abordagens distintas. Neste artigo, vou apresentar os três principais tipos: o transtorácico, o transesofágico e o de estresse.

    O ecocardiograma transtorácico

    O ecocardiograma transtorácico é o tipo mais comum e o primeiro passo na maioria das avaliações cardíacas. Ele é realizado com o transdutor posicionado sobre o tórax, como descrevi anteriormente. É o exame padrão para avaliar a estrutura e a função do coração, sendo indicado para a grande maioria dos pacientes. Por ser não invasivo, indolor e não usar radiação, é a porta de entrada para o diagnóstico de diversas doenças cardíacas.

    O ecocardiograma transesofágico

    O ecocardiograma transesofágico é um exame mais detalhado, realizado com uma sonda fina e flexível introduzida pelo esôfago, o canal que liga a boca ao estômago. Como o esôfago passa logo atrás do coração, essa via permite obter imagens muito mais nítidas de estruturas que são difíceis de visualizar pelo tórax, como as válvulas cardíacas, a aorta e as câmaras posteriores do coração. Esse exame é frequentemente indicado para avaliar com precisão doenças valvares, infecções no coração, coágulos e algumas cardiopatias congênitas. Ele exige jejum e, geralmente, é feito com sedação leve, sob supervisão médica.

    O ecocardiograma de estresse

    O ecocardiograma de estresse, também chamado de ecocardiograma com esforço físico ou farmacológico, avalia o comportamento do coração durante o esforço. Ele é indicado principalmente para investigar doença arterial coronariana, ou seja, o entupimento das artérias do coração. O exame compara as imagens do coração em repouso com as imagens obtidas durante o esforço, seja na esteira, na bicicleta ou com o uso de medicamentos que simulam o esforço. Alterações no movimento das paredes do coração durante o esforço podem indicar falta de sangue em alguma região, sinalizando a necessidade de investigação mais aprofundada.

    Como escolher o tipo certo

    A escolha do tipo de ecocardiograma é uma decisão médica, baseada no quadro clínico de cada paciente. O transtorácico é o exame inicial na maioria dos casos. Se houver necessidade de imagens mais detalhadas de estruturas específicas, o transesofágico pode ser indicado. Já o de estresse é reservado para situações em que se suspeita de doença coronariana ou quando é preciso avaliar a capacidade funcional do coração. Cada exame tem seu papel, e o médico saberá indicar o mais adequado para o seu caso.

    Preparo e cuidados de cada exame

    O preparo varia conforme o tipo. O transtorácico não exige jejum nem preparo especial. O transesofágico exige jejum de algumas horas e, por envolver sedação, o paciente deve estar acompanhado e não pode dirigir após o exame. O de estresse, quando feito com esforço físico, pede roupas confortáveis e tênis, além de orientações sobre o uso de medicamentos que podem interferir na frequência cardíaca. Em todos os casos, é fundamental seguir as orientações do médico e da equipe.

    A importância de um exame bem realizado

    A qualidade do ecocardiograma depende tanto do aparelho quanto da experiência do profissional que o realiza e interpreta. Um exame bem feito, com imagens adequadas e laudo detalhado, faz toda a diferença no diagnóstico e no tratamento. Por isso, escolher um especialista com experiência em ecocardiografia é essencial. No meu consultório, realizo os diferentes tipos de ecocardiograma com rigor técnico e atenção a cada detalhe, para que você tenha um laudo confiável e orientações claras.

    Conclusão

    Existem diferentes tipos de ecocardiograma, e cada um tem sua indicação específica. O transtorácico é o exame inicial padrão, o transesofágico oferece imagens mais detalhadas de estruturas específicas e o de estresse avalia o coração sob esforço. Entender essas diferenças ajuda você a se sentir mais seguro durante a avaliação. Se você precisa de um ecocardiograma e tem dúvidas sobre qual tipo é o mais adequado, agende uma consulta pelo site e eu farei a avaliação completa do seu caso.

  • Ecocardiograma: o que é, para que serve e como é feito

    O ecocardiograma é um dos exames mais importantes da cardiologia moderna. Trata-se de um ultrassom do coração, um exame de imagem que usa ondas sonoras de alta frequência para gerar imagens em tempo real do órgão em funcionamento. Diferente de uma radiografia ou tomografia, o ecocardiograma não utiliza radiação ionizante, o que o torna extremamente seguro e indolor. Neste artigo, vou explicar de forma clara o que é esse exame, para que ele serve e como ele é realizado, para que você chegue ao consultório informado e tranquilo.

    O que é o ecocardiograma

    O ecocardiograma, também chamado de ultrassonografia cardíaca ou eco, é um exame que permite visualizar o coração em movimento. Por meio de um transdutor, um aparelho que emite e capta ondas sonoras, é possível ver as câmaras do coração, as válvulas, o músculo cardíaco e o fluxo de sangue dentro do órgão. As imagens aparecem em tempo real em um monitor, permitindo ao médico avaliar o funcionamento do coração de forma dinâmica.

    Para que serve o ecocardiograma

    O exame serve para avaliar a estrutura e a função do coração. Entre as principais informações que ele fornece estão o tamanho das câmaras cardíacas, a espessura do músculo do coração, o movimento das paredes, o funcionamento das válvulas e a capacidade do coração de bombear sangue para o corpo. Essa última função é medida por um número chamado fração de ejeção, que indica o percentual de sangue que o coração consegue ejetar a cada batimento. Uma fração de ejeção normal costuma ficar acima de 50% a 55%.

    Quando o ecocardiograma é indicado

    O ecocardiograma é indicado em diversas situações. Ele é fundamental no diagnóstico de doenças como insuficiência cardíaca, doença das válvulas, cardiopatias congênitas, miocardiopatias e na avaliação de sequelas de infarto. Também é usado para investigar sintomas como falta de ar, cansaço aos esforços, palpitações, dores no peito e inchaço nas pernas. Além disso, é um exame de rotina importante para pacientes com hipertensão, diabetes, histórico familiar de doença cardíaca e para quem pratica esportes de alto rendimento.

    Como o exame é feito

    O procedimento é simples e não exige internação. Você deita em uma maca, geralmente de lado, e o médico aplica um gel na região do tórax. Esse gel é importante para que as ondas sonoras atravessem a pele com qualidade. Em seguida, o transdutor é deslizado sobre o peito, captando as imagens do coração. O exame costuma durar entre 20 e 40 minutos, dependendo da complexidade. Durante o exame, o médico pode pedir que você respire fundo ou mude de posição para obter imagens melhores.

    O exame é seguro?

    Sim, o ecocardiograma é extremamente seguro. Por não usar radiação, pode ser realizado em crianças, gestantes, idosos e até repetido quantas vezes forem necessárias sem risco. É um exame indolor, não invasivo e sem contraindicações na grande maioria dos casos. Essa é uma das grandes vantagens do método, que permite acompanhar a evolução de doenças cardíacas ao longo do tempo com total segurança.

    O que o paciente deve saber antes

    Antes do exame, não é necessário nenhum preparo especial na maioria dos casos. Você pode comer, beber e tomar seus medicamentos normalmente. Recomenda-se usar roupas confortáveis, de preferência com acesso fácil ao tórax, como camisa ou blusa que possa ser aberta. No dia do exame, leve seus exames anteriores e a lista de medicamentos que utiliza, pois isso ajuda o médico a comparar resultados e entender sua história.

    O papel do ecocardiograma na prevenção

    O ecocardiograma também tem um papel importante na prevenção. Ele permite detectar alterações cardíacas antes mesmo do aparecimento de sintomas, o que possibilita um tratamento precoce e mais eficaz. Para pacientes com fatores de risco, como pressão alta, colesterol alto, diabetes, obesidade e tabagismo, o exame periódico é uma ferramenta valiosa para manter o coração saudável e evitar complicações futuras.

    Conclusão

    O ecocardiograma é um exame seguro, indolor e essencial para o cuidado com a saúde do coração. Se você tem sintomas que preocupam, fatores de risco ou simplesmente deseja fazer uma avaliação preventiva, o ecocardiograma pode trazer respostas importantes. Como cardiologista especialista nesse exame, meu papel é realizar uma avaliação detalhada e traduzir os resultados em orientações claras para você. Se você está com dúvidas sobre a saúde do seu coração, agende sua avaliação pelo site e vamos cuidar disso juntos.

  • Palpitações: quando devo me preocupar?

    Palpitações: quando devo me preocupar?

    A sensação de coração acelerado, “pulando” ou batendo forte é uma das queixas mais comuns no consultório do cardiologista. Na maioria das vezes é benigna — mas merece atenção quando vem acompanhada de outros sintomas.

    O que são palpitações?

    Palpitações são a percepção do próprio coração batendo — de forma acelerada, mais forte, “pulando” ou “falhando”. Elas podem acontecer em repouso ou aos esforços, durar segundos ou minutos, e variam muito de pessoa para pessoa.

    Causas comuns

    • Estresse e ansiedade
    • Café, energéticos e álcool em excesso
    • Exercício físico intenso
    • Febre
    • Alterações hormonais (tireoide, menopausa)
    • Gravidez
    • Uso de certos medicamentos
    • Extrassístoles — os famosos “batimentos extras”, que na maioria das vezes são benignos

    Quando procurar o médico?

    Você deve buscar avaliação cardiológica se as palpitações vierem acompanhadas de:

    • Tontura ou desmaio
    • Dor no peito
    • Falta de ar
    • Sensação de que o coração vai “parar”
    • Palpitações muito frequentes, prolongadas ou que pioram com esforço
    • Histórico familiar de arritmia grave ou morte súbita
    • Doença cardíaca já conhecida

    Como é feita a investigação?

    • Anamnese detalhada — quando acontece, quanto dura, o que desencadeia
    • Eletrocardiograma (ECG) — registro da atividade elétrica do coração
    • Holter 24h — monitorização contínua para captar episódios que acontecem durante o dia
    • Ecocardiograma — avalia a estrutura e o funcionamento do coração
    • Exames laboratoriais — tireoide, eletrólitos e outros

    Como é o tratamento?

    Depende da causa. Em muitos casos, basta ajustar hábitos — reduzir cafeína e álcool, melhorar o sono e manejar o estresse. Em outros, pode haver necessidade de medicamentos. Casos específicos podem exigir procedimentos como ablação ou dispositivos como o marca-passo — sempre de forma individualizada, após avaliação completa.

    Se você tem palpitações frequentes ou acompanhadas de tontura, desmaio, dor no peito ou falta de ar, procure um cardiologista para uma avaliação completa.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.

  • Pressão alta não dá sintomas — e por isso é perigosa

    Pressão alta não dá sintomas — e por isso é perigosa

    A hipertensão arterial é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo — e um dos mais silenciosos. A Dra. Andressa explica por que a pressão alta “não dói” e por que medir a pressão regularmente pode salvar vidas.

    O que é a hipertensão arterial?

    A hipertensão é a pressão arterial persistentemente elevada — geralmente, igual ou acima de 140/90 mmHg em consultório, confirmada em mais de uma medição. Ela é o principal fator de risco evitável para doenças do coração, do cérebro e dos rins.

    Por que ela é chamada de “silenciosa”?

    Na grande maioria dos casos, a pressão alta não causa sintomas. A pessoa pode conviver anos com a pressão elevada sem sentir absolutamente nada — enquanto o excesso de pressão vai lesionando, aos poucos, o coração, os rins, o cérebro e os vasos sanguíneos. Quando os sintomas aparecem (dor de cabeça, tontura, visão embaçada), muitas vezes a doença já está avançada.

    Fatores de risco

    • Idade avançada
    • Histórico familiar de hipertensão
    • Excesso de sal na alimentação
    • Obesidade e sobrepeso
    • Sedentarismo
    • Consumo excessivo de álcool
    • Tabagismo
    • Estresse
    • Apneia do sono
    • Diabetes

    Como descobrir?

    Medindo a pressão! Como a hipertensão é assintomática, todos os adultos devem medir a pressão em consultas regulares. Para um diagnóstico mais preciso, o cardiologista pode solicitar:

    • MAPA 24h — mede e registra a pressão durante 24 horas, inclusive durante o sono
    • MRPA — medições feitas em casa, várias vezes ao dia, por alguns dias

    Esses exames ajudam a identificar a hipertensão do “avental branco” (pressão alta no consultório, normal fora dele) e a hipertensão mascarada (pressão normal no consultório, alta fora dele).

    Consequências da pressão alta não tratada

    • Infarto do miocárdio
    • Acidente vascular cerebral (AVC)
    • Insuficiência cardíaca
    • Doença renal crônica
    • Danos à visão e às artérias

    Como é o tratamento?

    A base do tratamento são as mudanças de estilo de vida: reduzir o sal, adotar uma alimentação saudável (rica em frutas, legumes e grãos integrais), praticar atividade física regular, controlar o peso, reduzir o álcool, parar de fumar e manejar o estresse.

    Quando necessário, medicamentos individualizados são indicados — a escolha leva em conta a idade, as outras condições de saúde e os efeitos de cada remédio. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento e manter a pressão sob controle.

    Controlar a pressão arterial reduz significativamente o risco de infarto, AVC e doença renal. Se você ainda não mede a pressão com regularidade, essa é uma boa hora para começar.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.

  • O que é o ecocardiograma e quando ele é indicado?

    O que é o ecocardiograma e quando ele é indicado?

    Ecocardiograma

    O ecocardiograma é um dos exames mais importantes da cardiologia — e também um dos mais simples para o paciente. Neste artigo, a Dra. Andressa explica como ele funciona, o que avalia e em quais situações é indicado.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que utiliza ultrassom — ondas sonoras de alta frequência, as mesmas usadas na ultrassonografia — para visualizar o coração em tempo real. Ele é indolor, não utiliza radiação e é seguro para todas as idades, inclusive gestantes.

    Como é feito o exame?

    Você deita em uma maca, geralmente de lado esquerdo. O médico aplica um gel no tórax e desliza sobre a pele um transdutor — um aparelho que emite e capta as ondas sonoras. As imagens aparecem na hora em um monitor. O exame costuma durar entre 20 e 40 minutos. Na maioria dos casos, não exige jejum, e você pode retomar as atividades normalmente logo em seguida.

    O que o ecocardiograma avalia?

    • O tamanho e a espessura das câmaras cardíacas (átrios e ventrículos);
    • O funcionamento das válvulas do coração (mitral, aórtica, tricúspide e pulmonar);
    • A capacidade de bombeamento do coração — a chamada fração de ejeção;
    • O movimento das paredes do músculo cardíaco;
    • O fluxo de sangue pelas cavidades e válvulas (quando realizado com Doppler);
    • A presença de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico).

    Quando o exame é indicado?

    • Investigação de sopro cardíaco;
    • Falta de ar ou cansaço aos esforços;
    • Dor no peito;
    • Palpitações;
    • Acompanhamento após infarto;
    • Hipertensão arterial;
    • Diagnóstico e acompanhamento da insuficiência cardíaca;
    • Avaliação pré-operatória de cirurgias (risco cirúrgico);
    • Acompanhamento de doenças das válvulas;
    • Check-up cardiovascular.

    Tipos de ecocardiograma

    O mais comum é o transtorácico, com o transdutor apoiado sobre o tórax. Quando o objetivo é avaliar o fluxo de sangue, o exame é complementado pelo Doppler. Outros tipos — como o transesofágico ou o de estresse — são realizados em situações específicas e em serviços especializados, sempre que indicados pelo cardiologista.

    Na Clínica Angiocor

    O ecocardiograma transtorácico e o ecocardiograma com Doppler são realizados pela Dra. Andressa Moreira, com laudo explicado em linguagem simples, direto na clínica — consulta e exame no mesmo lugar.

    Se você foi orientado a realizar um ecocardiograma ou tem dúvidas se precisa do exame, agende uma avaliação pelo WhatsApp.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.