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  • Palpitações: quando devo me preocupar?

    Palpitações: quando devo me preocupar?

    A sensação de coração acelerado, “pulando” ou batendo forte é uma das queixas mais comuns no consultório do cardiologista. Na maioria das vezes é benigna — mas merece atenção quando vem acompanhada de outros sintomas.

    O que são palpitações?

    Palpitações são a percepção do próprio coração batendo — de forma acelerada, mais forte, “pulando” ou “falhando”. Elas podem acontecer em repouso ou aos esforços, durar segundos ou minutos, e variam muito de pessoa para pessoa.

    Causas comuns

    • Estresse e ansiedade
    • Café, energéticos e álcool em excesso
    • Exercício físico intenso
    • Febre
    • Alterações hormonais (tireoide, menopausa)
    • Gravidez
    • Uso de certos medicamentos
    • Extrassístoles — os famosos “batimentos extras”, que na maioria das vezes são benignos

    Quando procurar o médico?

    Você deve buscar avaliação cardiológica se as palpitações vierem acompanhadas de:

    • Tontura ou desmaio
    • Dor no peito
    • Falta de ar
    • Sensação de que o coração vai “parar”
    • Palpitações muito frequentes, prolongadas ou que pioram com esforço
    • Histórico familiar de arritmia grave ou morte súbita
    • Doença cardíaca já conhecida

    Como é feita a investigação?

    • Anamnese detalhada — quando acontece, quanto dura, o que desencadeia
    • Eletrocardiograma (ECG) — registro da atividade elétrica do coração
    • Holter 24h — monitorização contínua para captar episódios que acontecem durante o dia
    • Ecocardiograma — avalia a estrutura e o funcionamento do coração
    • Exames laboratoriais — tireoide, eletrólitos e outros

    Como é o tratamento?

    Depende da causa. Em muitos casos, basta ajustar hábitos — reduzir cafeína e álcool, melhorar o sono e manejar o estresse. Em outros, pode haver necessidade de medicamentos. Casos específicos podem exigir procedimentos como ablação ou dispositivos como o marca-passo — sempre de forma individualizada, após avaliação completa.

    Se você tem palpitações frequentes ou acompanhadas de tontura, desmaio, dor no peito ou falta de ar, procure um cardiologista para uma avaliação completa.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.

  • Pressão alta não dá sintomas — e por isso é perigosa

    Pressão alta não dá sintomas — e por isso é perigosa

    A hipertensão arterial é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo — e um dos mais silenciosos. A Dra. Andressa explica por que a pressão alta “não dói” e por que medir a pressão regularmente pode salvar vidas.

    O que é a hipertensão arterial?

    A hipertensão é a pressão arterial persistentemente elevada — geralmente, igual ou acima de 140/90 mmHg em consultório, confirmada em mais de uma medição. Ela é o principal fator de risco evitável para doenças do coração, do cérebro e dos rins.

    Por que ela é chamada de “silenciosa”?

    Na grande maioria dos casos, a pressão alta não causa sintomas. A pessoa pode conviver anos com a pressão elevada sem sentir absolutamente nada — enquanto o excesso de pressão vai lesionando, aos poucos, o coração, os rins, o cérebro e os vasos sanguíneos. Quando os sintomas aparecem (dor de cabeça, tontura, visão embaçada), muitas vezes a doença já está avançada.

    Fatores de risco

    • Idade avançada
    • Histórico familiar de hipertensão
    • Excesso de sal na alimentação
    • Obesidade e sobrepeso
    • Sedentarismo
    • Consumo excessivo de álcool
    • Tabagismo
    • Estresse
    • Apneia do sono
    • Diabetes

    Como descobrir?

    Medindo a pressão! Como a hipertensão é assintomática, todos os adultos devem medir a pressão em consultas regulares. Para um diagnóstico mais preciso, o cardiologista pode solicitar:

    • MAPA 24h — mede e registra a pressão durante 24 horas, inclusive durante o sono
    • MRPA — medições feitas em casa, várias vezes ao dia, por alguns dias

    Esses exames ajudam a identificar a hipertensão do “avental branco” (pressão alta no consultório, normal fora dele) e a hipertensão mascarada (pressão normal no consultório, alta fora dele).

    Consequências da pressão alta não tratada

    • Infarto do miocárdio
    • Acidente vascular cerebral (AVC)
    • Insuficiência cardíaca
    • Doença renal crônica
    • Danos à visão e às artérias

    Como é o tratamento?

    A base do tratamento são as mudanças de estilo de vida: reduzir o sal, adotar uma alimentação saudável (rica em frutas, legumes e grãos integrais), praticar atividade física regular, controlar o peso, reduzir o álcool, parar de fumar e manejar o estresse.

    Quando necessário, medicamentos individualizados são indicados — a escolha leva em conta a idade, as outras condições de saúde e os efeitos de cada remédio. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento e manter a pressão sob controle.

    Controlar a pressão arterial reduz significativamente o risco de infarto, AVC e doença renal. Se você ainda não mede a pressão com regularidade, essa é uma boa hora para começar.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.

  • O que é o ecocardiograma e quando ele é indicado?

    O que é o ecocardiograma e quando ele é indicado?

    Ecocardiograma

    O ecocardiograma é um dos exames mais importantes da cardiologia — e também um dos mais simples para o paciente. Neste artigo, a Dra. Andressa explica como ele funciona, o que avalia e em quais situações é indicado.

    O que é o ecocardiograma?

    O ecocardiograma é um exame de imagem que utiliza ultrassom — ondas sonoras de alta frequência, as mesmas usadas na ultrassonografia — para visualizar o coração em tempo real. Ele é indolor, não utiliza radiação e é seguro para todas as idades, inclusive gestantes.

    Como é feito o exame?

    Você deita em uma maca, geralmente de lado esquerdo. O médico aplica um gel no tórax e desliza sobre a pele um transdutor — um aparelho que emite e capta as ondas sonoras. As imagens aparecem na hora em um monitor. O exame costuma durar entre 20 e 40 minutos. Na maioria dos casos, não exige jejum, e você pode retomar as atividades normalmente logo em seguida.

    O que o ecocardiograma avalia?

    • O tamanho e a espessura das câmaras cardíacas (átrios e ventrículos);
    • O funcionamento das válvulas do coração (mitral, aórtica, tricúspide e pulmonar);
    • A capacidade de bombeamento do coração — a chamada fração de ejeção;
    • O movimento das paredes do músculo cardíaco;
    • O fluxo de sangue pelas cavidades e válvulas (quando realizado com Doppler);
    • A presença de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico).

    Quando o exame é indicado?

    • Investigação de sopro cardíaco;
    • Falta de ar ou cansaço aos esforços;
    • Dor no peito;
    • Palpitações;
    • Acompanhamento após infarto;
    • Hipertensão arterial;
    • Diagnóstico e acompanhamento da insuficiência cardíaca;
    • Avaliação pré-operatória de cirurgias (risco cirúrgico);
    • Acompanhamento de doenças das válvulas;
    • Check-up cardiovascular.

    Tipos de ecocardiograma

    O mais comum é o transtorácico, com o transdutor apoiado sobre o tórax. Quando o objetivo é avaliar o fluxo de sangue, o exame é complementado pelo Doppler. Outros tipos — como o transesofágico ou o de estresse — são realizados em situações específicas e em serviços especializados, sempre que indicados pelo cardiologista.

    Na Clínica Angiocor

    O ecocardiograma transtorácico e o ecocardiograma com Doppler são realizados pela Dra. Andressa Moreira, com laudo explicado em linguagem simples, direto na clínica — consulta e exame no mesmo lugar.

    Se você foi orientado a realizar um ecocardiograma ou tem dúvidas se precisa do exame, agende uma avaliação pelo WhatsApp.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.