Fibrilação atrial: o que é e seus riscos

A fibrilação atrial é a arritmia mais comum na prática clínica e um importante fator de risco para o AVC. Como expliquei no artigo sobre as palpitações, nem toda alteração do ritmo é benigna, e a fibrilação atrial merece atenção. Neste artigo, vou explicar o que é a fibrilação atrial e seus riscos.

O que é a fibrilação atrial

A fibrilação atrial é uma arritmia em que os átrios, as câmaras superiores do coração, batem de forma rápida e irregular, em vez de se contraírem de forma coordenada. Isso faz com que o sangue não seja bombeado de forma eficiente e possa se acumular nos átrios.

Como a fibrilação atrial afeta o coração

Na fibrilação atrial, os átrios não se contraem de forma eficaz, e o sangue pode se acumular e formar coágulos. Além disso, o ritmo irregular faz o coração bater de forma rápida e descoordenada, o que pode causar palpitações, falta de ar e cansaço.

O risco de AVC

O principal risco da fibrilação atrial é o AVC. Quando o sangue se acumula nos átrios, pode formar um coágulo que, se viajar até o cérebro, bloqueia uma artéria e causa o AVC. A fibrilação atrial aumenta em cerca de cinco vezes o risco de AVC, por isso o tratamento anticoagulante é importante.

Os sintomas da fibrilação atrial

Os sintomas da fibrilação atrial incluem palpitações, sensação de batimento irregular, falta de ar, cansaço, tontura e dor no peito. Algumas pessoas não apresentam sintomas e descobrem a arritmia em exames de rotina. A arritmia pode ser intermitente ou persistente.

As causas da fibrilação atrial

As causas da fibrilação atrial incluem idade avançada, hipertensão, doença cardíaca, doença das válvulas, hipertireoidismo, obesidade, apneia do sono e consumo excessivo de álcool. Controlar esses fatores ajuda a prevenir a arritmia.

O tratamento da fibrilação atrial

O tratamento da fibrilação atrial tem dois objetivos principais: prevenir o AVC, com anticoagulantes, e controlar o ritmo ou a frequência cardíaca, com medicamentos ou procedimentos. O tratamento é individualizado, conforme o risco e os sintomas de cada paciente.

O papel do ecocardiograma

O ecocardiograma é importante na avaliação da fibrilação atrial. Ele avalia o tamanho dos átrios, a função do coração e a presença de coágulos, especialmente no ecocardiograma transesofágico. Essas informações orientam o tratamento.

A fibrilação atrial é a arritmia mais comum e um importante fator de risco para o AVC. O tratamento previne o AVC e controla o ritmo. Se você tem palpitações ou foi diagnosticado com fibrilação atrial, conhecer as causas das palpitações pode ajudar. Agende uma avaliação pelo site. Vou avaliar seu risco e orientar o melhor tratamento.

Comentários

Uma resposta para “Fibrilação atrial: o que é e seus riscos”

  1. […] complementa a avaliação. Se você tem sintomas de arritmia e quer um diagnóstico preciso, conhecer a fibrilação atrial é importante. Agende uma avaliação pelo site. Vou indicar os exames adequados para o seu […]

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