Categoria: Prevenção

  • Falta de ar: o que pode ser e quando procurar o cardiologista

    Falta de ar aos esforços é um dos sintomas que mais passam despercebidos — muitas pessoas acham que é “falta de condicionamento”. Mas ela pode ser o primeiro sinal de que o coração não está bombeando sangue com a eficiência de antes. Entenda quando dar atenção.

    O que é a falta de ar (dispneia)?

    É a sensação de não conseguir respirar de forma confortável. Ela pode surgir só aos grandes esforços, em atividades simples do dia a dia (como subir escadas ou carregar compras) ou até em repouso, quando é mais grave.

    Causas cardiovasculares

    • Insuficiência cardíaca: o coração não bombeia bem e o sangue “volta” para os pulmões
    • Doença arterial coronariana: a falta de ar pode ser o sintoma equivalente à angina
    • Doenças das válvulas: como estenose aórtica e regurgitação mitral
    • Arritmias: batimentos irregulares que reduzem a eficiência do bombeamento

    Causas não cardíacas

    • Asma e DPOC
    • Anemia
    • Ansiedade
    • Obesidade e sedentarismo
    • Problemas de tireoide

    Sinais de alerta

    • Falta de ar que antes não existia e agora aparece aos esforços
    • Acordar no meio da noite com falta de ar ou precisar de mais travesseiros para dormir
    • Inchaço nas pernas e tornozelos
    • Cansaço que piora progressivamente
    • Falta de ar em repouso ou ao deitar → procure avaliação logo

    Como é a investigação

    O cardiologista avalia com história clínica, exame físico, eletrocardiograma, ecocardiograma (que mostra como o coração está bombeando e como estão as válvulas) e exames complementares conforme o caso. O diagnóstico precoce faz toda a diferença no tratamento.

    Se você percebe que “anda mais devagar que o normal” ou que atividades simples passaram a cansar, não normalize. Falta de ar tem investigação — e, na maioria dos casos, tratamento que devolve qualidade de vida.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.

  • Dor no peito: quando pode ser o coração?

    A dor no peito é um dos sintomas que mais geram medo — e também um dos mais frequentes no consultório. Na maioria das vezes, não é o coração. Mas saber reconhecer os sinais de alerta pode salvar uma vida.

    O que pode causar dor no peito?

    • Coração: angina (dor por falta de sangue no músculo cardíaco), infarto, pericardite
    • Pulmões: embolia pulmonar, pleurisia, pneumonia
    • Músculos e costelas: dor muscular, costocondrite, fraturas
    • Estômago e esôfago: refluxo, espasmo esofágico, gastrite
    • Ansiedade e estresse: a chamada dor torácica funcional

    Sinais que merecem atenção imediata

    Procure um pronto-socorro se a dor no peito vier acompanhada de:

    • Aperto ou peso no peito que irradia para o braço esquerdo, mandíbula ou costas
    • Falta de ar intensa
    • Suor frio e náusea
    • Tontura ou desmaio
    • Sensação de “morte iminente”
    • Dor que piora com esforço e melhora com repouso

    Dor no peito que aparece aos esforços

    Se a dor aparece ao subir escadas, caminhar rápido ou fazer exercício e melhora ao parar, isso é um sinal clássico de angina — merece avaliação cardiológica com urgência, mesmo que passe rápido. O coração pode estar avisando que uma artéria está estreitada.

    O que fazer

    • Dor intensa, súbita ou com os sinais acima → emergência, ligue 192
    • Dor recorrente aos esforços → agende avaliação com o cardiologista
    • Dor leve, pontual, que muda com a posição → na maioria das vezes é muscular, mas só o médico pode confirmar

    Como é a investigação

    O cardiologista avalia com anamnese detalhada, eletrocardiograma, exames de sangue (troponina, quando indicado) e, conforme o caso, ecocardiograma, teste ergométrico ou exames de imagem. O diagnóstico correto evita tanto o risco de ignorar um problema real quanto o tratamento desnecessário.

    Nunca ignore dor no peito “para ver se passa”. Na dúvida, procure avaliação médica — a prevenção começa com o diagnóstico.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.

  • Colesterol alto: o que significa e como controlar

    Colesterol alto: o que significa e como controlar

    O colesterol alto é um dos fatores de risco mais comuns para infarto e AVC — e, como a pressão alta, quase nunca dá sintomas. A Dra. Andressa explica o que significam os números do exame e como colocar o colesterol sob controle.

    O que é o colesterol?

    O colesterol é uma gordura essencial para o corpo: ele participa da formação das células, de hormônios e da vitamina D. O problema não é ele existir, e sim estar em excesso no sangue. Quando isso acontece, o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas que endurecem e estreitam os vasos — processo chamado de aterosclerose.

    Entendendo o exame de sangue

    • Colesterol total: soma de todas as frações; o valor desejável varia conforme o risco cardiovascular
    • LDL (“colesterol ruim”): o que se deposita nas artérias — quanto menor, melhor
    • HDL (“colesterol bom”): ajuda a remover gordura das artérias — quanto maior, melhor
    • Triglicerídeos: outra gordura do sangue, também associada a risco cardiovascular

    O que aumenta o colesterol?

    • Alimentação rica em gorduras saturadas e ultraprocessados
    • Sedentarismo e obesidade
    • Tabagismo
    • Diabetes e hipotireoidismo
    • Histórico familiar (colesterol alto genético — a chamada hipercolesterolemia familiar)

    Como controlar

    A base é o estilo de vida: reduzir gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, aumentar frutas, legumes, grãos integrais e peixes, praticar atividade física regular (150 minutos por semana), controlar o peso e não fumar.

    Em alguns casos, o médico indica medicamentos — as estatinas são os mais usados e muito eficazes na prevenção de infarto e AVC. O tratamento é individualizado: depende dos seus níveis, da sua idade e do seu risco global. Nunca interrompa a medicação por conta própria.

    O colesterol alto não tem sintomas — por isso, exames periódicos são a única forma de descobrir. Se você não faz um check-up há mais de um ano, essa é uma boa hora para agendar.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.