Categoria: Hipertensão Arterial

  • Pressão alta não dá sintomas — e por isso é perigosa

    Pressão alta não dá sintomas — e por isso é perigosa

    A hipertensão arterial é um dos problemas de saúde mais comuns do mundo — e um dos mais silenciosos. A Dra. Andressa explica por que a pressão alta “não dói” e por que medir a pressão regularmente pode salvar vidas.

    O que é a hipertensão arterial?

    A hipertensão é a pressão arterial persistentemente elevada — geralmente, igual ou acima de 140/90 mmHg em consultório, confirmada em mais de uma medição. Ela é o principal fator de risco evitável para doenças do coração, do cérebro e dos rins.

    Por que ela é chamada de “silenciosa”?

    Na grande maioria dos casos, a pressão alta não causa sintomas. A pessoa pode conviver anos com a pressão elevada sem sentir absolutamente nada — enquanto o excesso de pressão vai lesionando, aos poucos, o coração, os rins, o cérebro e os vasos sanguíneos. Quando os sintomas aparecem (dor de cabeça, tontura, visão embaçada), muitas vezes a doença já está avançada.

    Fatores de risco

    • Idade avançada
    • Histórico familiar de hipertensão
    • Excesso de sal na alimentação
    • Obesidade e sobrepeso
    • Sedentarismo
    • Consumo excessivo de álcool
    • Tabagismo
    • Estresse
    • Apneia do sono
    • Diabetes

    Como descobrir?

    Medindo a pressão! Como a hipertensão é assintomática, todos os adultos devem medir a pressão em consultas regulares. Para um diagnóstico mais preciso, o cardiologista pode solicitar:

    • MAPA 24h — mede e registra a pressão durante 24 horas, inclusive durante o sono
    • MRPA — medições feitas em casa, várias vezes ao dia, por alguns dias

    Esses exames ajudam a identificar a hipertensão do “avental branco” (pressão alta no consultório, normal fora dele) e a hipertensão mascarada (pressão normal no consultório, alta fora dele).

    Consequências da pressão alta não tratada

    • Infarto do miocárdio
    • Acidente vascular cerebral (AVC)
    • Insuficiência cardíaca
    • Doença renal crônica
    • Danos à visão e às artérias

    Como é o tratamento?

    A base do tratamento são as mudanças de estilo de vida: reduzir o sal, adotar uma alimentação saudável (rica em frutas, legumes e grãos integrais), praticar atividade física regular, controlar o peso, reduzir o álcool, parar de fumar e manejar o estresse.

    Quando necessário, medicamentos individualizados são indicados — a escolha leva em conta a idade, as outras condições de saúde e os efeitos de cada remédio. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento e manter a pressão sob controle.

    Controlar a pressão arterial reduz significativamente o risco de infarto, AVC e doença renal. Se você ainda não mede a pressão com regularidade, essa é uma boa hora para começar.

    Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Em caso de sintomas, procure um cardiologista.